A História da Contabilidade nalgum momento se confunde com a história da humanidade, isto é, desde a existência da humanidade, a Contabilidade também vem fazendo parte desta, embora que os métodos e procedimentos variarem de acordo com o tempo. Já em tempos primitivos, a humanidade se preocupou em controlar seu património, assim a Contabilidade surgiu como uma necessidade de gerir ou administrar os pertences.
Contudo, Contabilidade, pode ser entendido como um ramo da economia que se ocupa com o tratamento e registo dos contornos do património de uma determinada entidade num período de tempo, a fim de controlar e apurar resultados.
Como podemos ver, o objecto de estudo da Contabilidade é o Património. A
É evidente que a
Contabilidade é muito mais aplicada nas organizações, sejam elas privadas, ou
governamentais. Mas também existem famílias que a usam. Importa aqui dar a
conhecer o conceito de organização.
Organização
– é o conjunto de pessoas, meios materiais e financeiros devidamente
estruturados a fim de alcançar um determinado objectivo.
A organização
subdivide-se em Governamental e Não-Governamental. As organizações
Governamentais são aquelas que pertencem ao Estado.
As não-Governamentais
são aquelas cujo seu património pertence aos particulares ou privados.
As Não-Governamentais
por sua vez, se subdividem em:
Organização
Não-Governamental sem fim lucrativo: aquelas que se dedicam a ajuda
humanitária.
Organização Não-Governamental
com fins Lucrativos: aquelas que têm como objectivo multiplicar seus lucros. O
nosso estudo vai-se basear mais nas Organizações com fins lucrativos, que em
outras palavras são designadas por empresas,
como veremos a diante.
Empresa
Num sentido geral,
Empresa é um conjunto de meios humanos, materiais ou técnicos e financeiros
devidamente organizados para o desenvolvimento de uma determinada actividade
económica.
Tipos
de Empresa.
Do ponto de vista
económico as empresas classificam-se em:
Empresas
Comerciais – aquelas essencialmente vocacionadas para a compra
e venda de mercadorias.
Ex: Uma empresa que
vende electro-domésticos.
Empresas
Industriais – aquelas que se dedicam na transformação
de matérias primas em produtos acabados.
Ex: fábrica de açúcar,
fábrica sabão.
Empresas
de Prestação de Serviços – aquelas que fornecem serviços
diversos.
Ex: empresas de
limpezas, de pulverização, etc.
Ciclo
de Vida das Empresas.
Segundo CHANGAUE (2014),
cita o ciclo de empresa em três fases, nomeadamente:
1. Institucional – é a fase em que se decide sobre a sua criação
através da obtenção e combinação dos recursos necessários para a sua entrada em
funcionamento.
2. Funcionamento ou Execução – é a fase em que se desenvolve todo o
processo de transformação ou seja, da produção de bens e serviços com vista a
obtenção e alcance dos objectivos pretendidos.
3. Liquidação – esta é a fase em que se procede a extinção da empresa.
A fase de funcionamento
ou de execução é a mais longa, dai que há necessidade de dividir em intervalos
de tempo, designados Períodos Administrativos, no fim dos quais se apuram os
resultados, se elabora o balaço, se discute a actuação da direcção, etc.
Objectivos
das Empresas.
O objectivo das
empresas é estritamente económico.
Que tem haver com o uso racional dos recursos para maximizar o lucro.
Princípios
das Empresas
Segundo CHANGAUE
(2014), as empresas têm sete princípios fundamentais nos quais as empresas se
fundamentam, a saber:
1. Princípio da Continuidade.
Este princípio diz que
a empresa é uma entidade que opera num âmbito temporal indefinido.
Entendendo-se desta forma que a empresa não tenciona nem necessita entrar em
liquidação ou reduzir significativamente o volume das suas operações.
2. Princípio da Consistência.
Este princípio
considera que a empresa não altera as suas políticas contabilísticas de um
exercício económico para o outro. Se o fizer e a alteração tiver efeitos
materialmente relevantes, deve indicar no anexo das demonstrações
financeiras.
3. Princípio da Especialização dos Exercícios.
Este princípio diz que
a empresa deve reconhecer os proveitos e os custos a medida que eles ocorrem,
tenham ou não sido recebidos ou pagos, devendo inclui-los nas demonstrações
financeiras do exercício a que dizem respeito.
4. Princípio do Custo Histórico.
Diz-nos que os registos
contabilísticos devem basear-se em custos de aquisição ou de produção.
O custo de aquisição
envolve o valor pago no local de aquisição do bem mais todas as despesas
adicionais até o bem chegar ao estabelecimento do comprador. Os custos de
produção envolvem os custos com a matéria-prima, a Mão-de- obra directa e os
gastos gerais de fabrico.
5. Princípio da Prudência.
Este princípio enuncia
que a empresa deve integrar nas suas contas um grau de precaução ao fazer as
estimativas exigidas em condições de incerteza sem contudo, permitir a criação
de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de
activos e proveitos por defeito ou passivos e custos por excesso.
A prudência deve ser
observada quando existindo um activo ou um passivo já escriturado por
determinados valores, surgem duvidas sobre a sua correcção. Havendo formas
alternativas de se calcularem novos valores, deve-se optar sempre pelo que for
menor do que o inicial (no caso de activos), e maior no caso de elementos
patrimoniais do passivo.
6. Princípio da substância sobre a forma.
Diz-nos que a empresa
deve contabilizar as operações com base na sua substância e realidade
financeira, e não atender apenas a sua forma legal.
7. Princípio da materialidade.
Este princípio diz que,
as demonstrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que sejam
relevantes e que possam afectar as avaliações ou decisões pelos utentes
interessados.
Conceito
de Contabilidade.
O conceito de
contabilidade tem variado de autor para autor, em função daquilo que cada um
percebe em relação aquilo que é de facto a contabilidade.
Actualmente, a maioria
dos autores consideram a Contabilidade uma técnica de registo ou de gestão que
tem em vista a determinação da situação patrimonial das empresas e dos seus
resultados.
Técnicos
de Contas.
Técnicos de Contas são
indivíduos que pelos seus conhecimentos teóricos e práticos se encontram
habilitados para organizar, executar e fiscalizar serviços de
contabilidade.
A sua maior ou menor
competência depende não só da sua preparação e domínio na matéria de
contabilidade, mas também dos conhecimentos da Legislação fiscal, do Direito
comercial, da Matemática financeira, da organização e administração de
empresas, etc.
Tarefas
dos Técnicos de Contas.
Várias são as tarefas
executadas pelos técnicos de contas, de entre elas as seguintes:
Elaboração de planos
financeiros e de instalação de empresas;
Elaboração de planos
de organização da contabilidade das empresas;
Elaboração de
orçamentos e a sua fiscalização;
Apuramento de custos
e proveitos da empresa para determinar o resultado; etc.
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